Berlim inicia programa de partilha de carros elétricos

Modelo escolhido foi o Citroën C-Zero, que teve produção interrompida.
Programa é similar ao já adotado em Paris para popularizar a tecnologia.


Citroën C-Zero será compartilhado em Berlim (Foto: AFP PHOTO / ODD ANDERSEN)

A capital alemã Berlim será a primeira cidade do país a iniciarum programa de partilha de carros elétricos. Mas nenhuma montadora alemã oferecerá os carros: o modelo escolhido para o programa foi o francês Citroën C-Zero. O lançamento da iniciativa aconteceu nesta terça-feira (5).

Berlim adotou uma estratégia similar à da prefeitura de Paris, na França, que neste ano passou a oferecer o empréstimo de carros elétricos, em um projeto inspirado no que já funciona na cidade com bicicletas. Na França, o programa chamado de Autolib contará até 2014 com 3 mil veículos desenvolvidos especialmente para esse fim. O modelo utilizado chama-se Bluecar, um compacto de quatro lugares, uma colaboração da empresa de design italiana Pininfarina e do conglomerado francês Groupe Bollore, que espera mostrar sua tecnologia de bateria de lítio.

Já a utilização do C-Zero também foi adotada pela guarda do Vaticano. Mas o carrinho elétrico enfrenta problemas de aceitação do mercado. A Mitsubishi anunciou no início de agosto que interromperá a produção dos elétricos C-Zero e iOn, modelos feitos para Citroën e Peugeot, respectivamente, com base no iMiev, da montadora japonesa. Fabricados em Mizushima, no Japão, os compactos saíram de linha por apresentarem vendas abaixo das expectativas, segundo a marca.

Nos primeiros seis meses de venda, foram emplacadas 935 unidades do C-Zero e 852 do iOn na Europa, montantes que ficaram abaixo da estimativa de 100 mil exemplares em cinco anos.

Embora tenham classificado a interrupção como temporária, executivos da Mitsubishi e da PSA não disseram quando a montadora voltará a produzir os dois elétricos para o conglomerado francês. O Mitsubishi iMiEV, no entanto, continua em produção.

Fonte: G1 - Auto Esporte

Um comentário:

  1. Com a europa em crise fica difícil esperar algo mais que poucas vendas...
    O que essas montadoras tem que fazer é incentivar essas novas tecnologias nos países emergentes que ainda crescem.

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